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Retenção de fêmeas traz queda no abate de bovinos, que está 11% menor em MT.

Grupo de 8 vacas olhando para a esquerda, organizadas lado a lado.

Uma significativa queda no abate de bovinos vem sendo atribuída à uma maior retenção de fêmeas em MT. De janeiro a maio de 2021, o abate registrou queda de 11%, totalizando 1,8 milhão de cabeças. Em 2021, nesse mesmo período, o volume foi de 2,04 milhões.

Podemos citar o exemplo da fazenda Estrela do Sul, em General Carneiro, que tem um rebanho de 1.050 cabeças de gado, dos quais, 650 são matrizes. Há três anos, a propriedade investe no sistema de cria, que tem melhorado os resultados ano a ano.

“Neste ciclo em que eu desmamei o rebanho, tive um aumento de produtos de 12,14% em relação ao ano passado, justamente por estar fazendo a inseminação artificial. Com isso, conseguimos ter um melhor desempenho com as nossas matrizes”, conta a pecuarista Maria Ester Tiziani Fava.

Em outra propriedade em Cocalinho, MT, o rebanho de fêmeas também ocupa lugar de destaque. Mesmo com uma alta demanda no mercado, o produtor mantém a retenção de novilhas, com foco no melhoramento do plantel.

O mercado está aquecido. Hoje a bezerra está quase chegando no preço do bezerro e isso nunca aconteceu. Como no plantel colocamos muita genética no gado, retemos todas as bezerras e só descartamos aquelas que têm algum defeito genético ou novilhas que não emprenham cedo. Sempre retemos todas as fêmeas e vendemos todos os machos”, diz a pecuarista Carmem Bruder.

Apesar da redução nos números de abate, o resultado do ano pode ser considerado positivo, segundo o gerente de relações institucionais da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita Júnior.

“Há uma quantidade de animais que chamamos de estoque excepcional, com números robustos, de uma base fortalecida. Um rebanho de 31 milhões de cabeças representaria o nono rebanho do mundo, não só apurado geneticamente, mas produzido de maneira diferenciada. São números consolidados”, pontua.

Abate de bovinos por região

O maior recuo no abate de bovinos no acumulado do ano aconteceu na região noroeste de Mato Grosso, em que a queda nos abates foi de 22,3%, até maio deste ano.

Nilton Mesquita Júnior explica que a atividade pecuária no estado vive um momento regido pela economia na bovinocultura.

“Hoje, o bezerro é um item muito valorizado dentro da cadeia e a região noroeste tem a maior quantidade de cabeças aptas para reprodução. Como nem todas as rodovias estão asfaltadas e o escoamento de um animal adulto é mais complicado, há também uma logística mais problemática. Sendo assim, a base da cria e recria é o valor mais econômico do que animais terminados. E a vantagem da retenção é poder trabalhar para que sejam melhorados geneticamente e em uma quantidade maior, no futuro próximo,”.

Apesar da queda no acumulado do ano, o abate de animais foi, em maio, 10,6% superior ao de abril, em que mais de 392 mil bovinos foram abatidos, devido à maior entrega de animais machos. Muitos produtores, inclusive, negociaram lotes maiores diante da aproximação da entressafra, segundo o gerente de relações institucionais da Acrimat.

Estes animais são ofertados nesse período seco, em que há redução das pastagens. Há uma valorização do boi mato-grossense, tornando os números pecuários deste ano bem interessantes, já que o diferencial de base entre São Paulo e Mato Grosso está reduzindo. Estamos produzindo um animal mais pesado em menos tempo: o peso de carcaça de terminação do animal no estado tem reduzido a idade e aumentado o volume.”, ressalta.

Fonte: Canal Rural

Data: 28/06/2021


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