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PESQUISADOR REVELA “TÉCNICA” QUE NÃO DEVE SER USADA NA REPRODUÇÃO DE BOVINOS

Três animais pastando em pastagem alta e verde. Ao fundo, uma cobertura simples para sombreamento e vegetação nativa.

Em entrevista ao Giro do Boi, José Bento Ferraz apontou as oportunidades para o Brasil ganhar ainda mais mercado para a sua carne com a melhoria da reprodução de bovinos.

  • Consumo de carne
  • Touro é insumo 
  • Mercado de touros é bem atendido

Entre as várias ferramentas, técnicas e novas tecnologias que já estão ajudando o pecuarista de cria a melhorar o desempenho da reprodução de bovinos, uma delas deve ser descartada.

Foi o que salientou o médico veterinário, doutor em genética e professor da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP de Pirassununga (FZEA-USP), José Bento Sterman Ferraz.

De antemão, o pesquisador esclareceu sua colocação. “Existem mil técnicas que podem ser feitas, mas existe uma que não pode ser usada, que é você usar boi de boiada. O boi cabeceira de boiada serve para mandar para o frigorífico. Pode ser que existam bons touros na cabeceira de boiada, mas é como você pegar o seu negócio e usar o pior insumo só porque ele é mais barato”, comparou.


CONSUMO DE CARNE

Acima de tudo, usar os melhores insumos na reprodução de bovinos será uma necessidade da pecuária brasileira para que o consumo de carne vermelha per capita suba novamente da atual casa dos 26 kg por pessoa ao ano para 39 kg, como foi no auge tempos atrás, justificou Bento.

“Então somente para voltar o que a gente tinha há três ou quatro anos, nós precisamos de mais ou menos 20 milhões de bezerros”, calculou.

“E de onde é que eles vão sair? Nós matamos um monte de matrizes e novilhas e não temos mais vaca para produzir isso tudo. Então, é hora de aproveitar essa vacada que nós temos e sair dos 65% de desmama, que é a média nacional em relação à quantidade de vaca, para perto de 80%, e fazer isso voando!”, sustentou o professor.

Ao mesmo tempo, Bento disse que se abriu uma janela de oportunidades para o Brasil com a impossibilidade de outros países crescerem em termos de produtividade de alimentos.


TOURO É INSUMO

Touro é insumo. E isso é investimento, não é despesa. É como adubo: que plantador de soja e milho deixa de usar adubo só para ser ‘natureba’? Ninguém! Quem é que guarda a semente na lata para plantar o ano que vem? Ninguém! Todo mundo compra a melhor semente, o melhor adubo e isso é extremamente relevante”, advertiu.

Em seguida, Bento sustentou que “touro tem que ser encarado assim”. E o mercado de reprodução de bovinos está oferecendo as ferramentas necessárias para isso.


MERCADO DE TOUROS É BEM ATENDIDOS

O Brasil tem vários programas bons e sérios de avaliação, conforme analisou José Bento. “Então, nós temos que usar esse tipo de informação, como animais registrados (PO) ou animais de CEIP. Precisamos usar animais aprovados. Não só que passaram por uma prova, mas que tenham sido aprovados como animais superiores”, frisou. Segundo Ferraz, a recomendação se aplica também à inseminação artificial.

Em seguida, Bento ponderou que os produtores devem rever critérios de usar animais top 1%, top 0,1%, uma vez que os objetivos de cada seleção e de cada rebanho são diferentes. “O nosso negócio é carne em quantidade e com qualidade”, justificou.

Do mesmo modo, Bento elogiou as iniciativas de seleção para a reprodução de bovinos no Brasil. “Eu acho que nós temos excelentes fornecedores de material genético. A ABCZ está no caminho certo, fazendo um programa de modernização do seu trabalho. Os programas de CEIP sempre apresentaram um trabalho extremamente sério. Quem usa touro “ceipado”, volta a usar a vida toda. E deixa de usar as conversas fiadas de animais de exposição, animais famosos”, opinou.

Em suma, “o Brasil é muito bem servido e o pecuarista precisa entender que tecnologia é necessária para o aumento de produtividade”, disse o pesquisador.



Fonte https://www.girodoboi.com.br/destaques/pesquisador-revela-tecnica-que-nao-deve-ser-usada-na-reproducao-de-bovinos/


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