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Aqui você encontra uma atualização diária com as principais notícias para você ficar por dentro de tudo o que acontece no mercado de cria.


Notícia veiculada em 26/12/2021. Seus números podem ter sofrido alterações, porém os conceitos gerais continuam sendo de grande relevância para a pecuária de cria.


ALERTA NO CICLO PECUÁRIO: VAI FALTAR BEZERRO EM 2022!

Duas vacas e dois bezerros no pasto com uma cerca de arame atrás. Um dos bezerros está mamando em uma das vacas e o outro está ao lado da outra vaca.


Segundo levantamento realizado, preços devem seguir elevados e com margem para nova alta e não teremos uma enxurrada de bezerros no próximo ano.

  • Recuperação econômica
  • Início de 2022 terá arroba valorizada e margens mais baixas ao pecuarista 
  • Produção de carne bovina


Os valores da reposição não estão dando trégua para o pecuarista da terminação/engorda, mas é preciso olhar para o lado da cria, que possui um custo elevado para a produção de animais, além da grande defasagem de preços que sofreu em anos anteriores. 

A notícia que chega, segundo os analistas, é que a oferta de animais deve continuar restrita em 2022, trazendo ainda a oportunidade para novas altas nos preços dos bezerros. Seguindo o fluxo do ciclo pecuário, tudo começou com o grande volume de fêmeas abatidas nos anos anteriores, acarretando um grande desestímulo no setor da cria e, consequentemente, uma queda no número de bezerros colocados no chão nos anos seguintes. 

O ciclo tarda, mas não falha! Agora, estamos vivendo um momento de transição entre o aumento do preço da arroba do boi gordo e o aumento na produção de bezerros. Com uma visão mais conservadora, a zootecnista Thayná Drugowick, analista de mercado da Scot Consultoria (Bebedouro, SP), avalia que a produção de bezerros no próximo ano será melhor que em 2021, mas não deverá ser tão grande. “Em decorrência da produção de bezerros que temos acompanhado desde 2019, a tendência é que a oferta de bezerros melhore em 2022, mas não acreditamos numa enxurrada de bezerros, a ponto de pressionar as cotações. Vamos ter uma oferta relativamente melhor”, prevê. 

Para a analista da Scot, a relação de troca entre o boi magro e o boi gordo tenderá a ser melhor, mas prevê que a demanda pelo boi magro seguirá firme no mercado. O fator que mais contribuirá para isso vem do aquecimento da economia brasileira. Para 2022, a produção de bezerros pode alcançar 53,3 milhões de animais. O crescimento é de 2,5%, considerando uma produção de 52 milhões de bezerros de 2021. Entretanto, conforme anunciado anteriormente, a demanda pela reposição será superior à oferta de animais, o que irá deixar o mercado com maior firmeza nos preços, trazendo oportunidade de alta em algumas negociações e períodos do ano. 


Ciclo pecuário representado por gráfico circular, em 9 etapas.


 Confira a evolução desses números no quadro abaixo: 

Gráfico em barras de produção de bezerros no Brasil em milhões de animais por ano, chegando a 53,3 milhões em 2022.


RECUPERAÇÃO ECONÔMICA 

A expectativa é que o mercado interno, o maior consumidor da produção de proteína bovina brasileira, ganhe mais força devido aos indícios de recuperação da economia e a volta do poder aquisitivo do brasileiro. “A gente vem de uma economia em recuperação, depois de dois anos da pandemia de Covid-19, que acabou agravando o desemprego e o fechamento de bares e restaurantes; além de uma população mais descapitalizada, interferindo no mercado doméstico. Então, temos uma expectativa de melhoria para o ano que vem”, pondera a analista da Scot. 

Além do mercado interno aquecido, o externo também deverá comprar mais carne bovina no próximo ano, o que fortalecerá o apetite de frigoríficos exportadores de carne. O dado consta no relatório ‘Pecuária e Aves: Mercados Mundiais e Comércio’, elaborado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). 


INÍCIO DE 2022 TERÁ ARROBA VALORIZADA E MARGENS MAIS BAIXAS AO PECUARISTA 

O pecuarista brasileiro pode esperar por uma melhoria de preços da arroba do boi gordo, já para o início de 2022. É o que prevê o pecuarista Maurício Velloso, presidente da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon). Para Velloso, a baixa oferta de animais para reposição continuará no primeiro semestre do próximo ano, o que elevará os preços. No entanto, a alta nos custos de produção poderá influir nos prejuízos aos produtores de carne bovina no país. 

“Sem dúvida alguma, deveremos experimentar, no primeiro semestre de 2022, valores mais altos do que estão sendo praticados hoje. Entretanto, não acredito que os valores desta arroba sejam suficientes para oferecer margem positiva ao pecuarista, já que os custos de produção, de uma maneira geral, subiram no mínimo 50%”, diz Velloso. 


PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA 

Rebanho Nelore em área aberta de vegetação nativa, limitados por um cercado de madeira.

A Conab estima um aumento do rebanho bovino de corte devido à retenção de vacas para o abate. Ainda assim, a produção da carne bovina deverá ser menor em 2021, atingindo 8,1 milhões de toneladas – queda de cerca de 5% em relação a 2020. 

as exportações tendem a apresentar um ligeiro recuo em comparação com 2020, e podem chegar a 2,65 milhões de toneladas. A expectativa para a oferta de produto no mercado interno também é de redução e está estimada em 5,5 milhões de toneladas, o que resulta em uma disponibilidade interna de 25,8 quilos por habitante no ano – volume 6,9% menor que em 2020 e bem abaixo dos 33,9 kg, observados em 2018, ano de maior produção de carne dos últimos sete anos, relata o boletim.  


Fonte: 

https://www.comprerural.com/vai-faltar-bezerro-em-2022-alerta-no-ciclo-pecuario/

EM-BR-22-0018


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